O que é comer transtornado? E por que isso merece atenção
- 14 de ago. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de abr.

Nem sempre é um transtorno alimentar diagnosticado, mas também não é uma relação saudável com a comida.
O comer transtornado pode passar despercebido por muito tempo, porque, muitas vezes, são comportamentos até normalizados. Mas isso não significa que não seja importante, pois gera sofrimento e impacta negativamente a qualidade de vida.
Sinais de que algo não está bem
O comer transtornado pode aparecer como:
obsessão por calorias ou “comer certo”
rigidez alimentar (regras difíceis de flexibilizar)
medo de determinados alimentos
sensação de culpa ao comer
necessidade de compensar o que comeu (fazer jejum, exercício em excesso, usar medicações para controle de peso...)
Mesmo que pareça “cuidado”, é importante observar as emoções envolvidas. Não é normal que a alimentação está carregada de ansiedade, culpa, medo, frustração ou raiva. Isso já é um sinal de alerta.
Não é só o que você come, o que você sente também importa.
O comer transtornado costuma estar associado a uma intensa insatisfação corporal, expectativas de um padrão de beleza irreal, pensamentos persistentes sobre dieta e dificuldade de lidar com emoções sem usar a comida.
Infelizmente, muitos desses comportamentos são reforçados socialmente. O discurso do "comer limpo”, fazer exercício para "pagar o que comeu"... tudo isso parece normal, mas pode estar te afastando de uma relação saudável com a comida.
Se existe sofrimento, já é suficiente para olhar com mais cuidado.
Uma relação mais saudável envolve perceber e respeitar fome e saciedade, incluir todos os grupos alimentares, conseguir manter regularidade das refeições, não sentir culpa ou medo ao comer e ser flexível.
Comer deixa de ser um campo de batalha e volta a ser apenas mais uma parte da vida.
Um convite pra você observar
Talvez valha a pena se perguntar:
“como está a minha relação com a comida hoje? E qual o impacto disso na minha qualidade de vida?"
A resposta para essa pergunta pode ser o começo de uma mudança.
Buscar apoio profissional pode ajudar a construir uma relação mais leve, possível e sustentável com a comida.




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